Uma primeira vez

segunda-feira, agosto 28, 2006

Naquela praia...

Talvez seja este o momento ideal para criar...
Ao som das ondas do meu mar,
Ao som das ondas das suas asas,
Ao som da brisa no meu corpo.
Encontrei-te!
Tudo está pronto,
o papel, a caneta (ou o lápis) e eu.
Tudo o que procuro está aqui,
num aglomerado de sentimentos,
de cheiros,
de sons...
Não é qualquer lugar que satisfaz este vazio...
(o tempo continua a passar...)
O vento já nao é brisa,
está agora mais forte,
mas agradável,
capaz de me empurrar para as ondas...sim estas!
que eu cheiro, ouço, (ainda não sinto)...
É a hora,
é o momento em que me uno ao Universo.
O Universo está comigo,
para que tudo favoreça a sensação do meu sonho.
No entanto, o mundo, para além de mim, continua,
eu estou aqui, mas eles não.
Eles não partilham comigo o meu Mundo, porque ele é só meu!
ninguém mais o vive como eu vivo agora, neste preciso momento.
...
Veêm! não consigo explicar, não dá, não sai, é meu!
Escrevo e escrevo e nada explico...
Fico pela descrição dos factos que me cercam e me fazem sentir assim.

Uma tentativa, na praia...
Lúcia Rocha
(azul como o mar devia ser)

2 Comments:

At 31 agosto, 2006, Anonymous Anónimo said...

lindo ! sempre ! :D
*** bjao

 
At 19 setembro, 2006, Anonymous Anónimo said...

Embora já o tenha dito, este poema está mesmo lindo, profundo e muito sentido. Parabens. E por favor nunca pares de escrever coisas assim como estas. Bjo... Ricardo "Apolo Porto"

 

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