Pescador(a) frustrado(a) e exausto(a)
Preparo a cana de pesca e a rede,
atiro-as ao mar(quanto mais meios melhor),
ao extenso mar que me há-de trazer alguma coisa.
Estou sentada num banco e aguardo,
aguardo,
aguardo...
Tudo o que vier à rede é peixe,
mas tudo se recusa a cair em erro...
-"esta rede é insegura,
não sabe ao certo o que quer" - (pensam os peixinhos).
Continuo aguardar,
a cana acaba de abanar...
serás tu?
Oh peixinho por favor, és tu?
Não, não era...
E assim sucessivamente,
se recusam os peixes a cair na rede,
a agarrar o anzol,
desta pescadora que não sabe o que quer,
e continua a não saber...
Mais um dia, vai para casa,
frustrada,
exausta...
Todos os dias se repete a mesma história,
o coração voa,
os pés saem do chão,
os olhos fecham,
as lágrimas caiem...
E esta é a dor da pescadora.
A todos os pescadores ou pescadoras: a paciência é a cura para esta doença.
Lúcia Rocha (pescadora)

2 Comments:
nao volto a comentar enquanto nao vir o meu fotolog naqeles links do lado direito :D
***
assim:
''pedrinho''
retiro o q disse. :P ahaha
gosto muito de ti.
gosto muito do poema. gosto sempre porra ! *** beijinho lucinha
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