Meus olhos reagem
E enchem-se de água meus olhos,
Famintos de ardor, quentes,
Dormentes de dor,
Saudosos de um futuro desconhecido,
Caminhantes nos sonhos nocturnos.
E secam-se os meus olhos,
Ao vento movido pelos moinhos,
Das mais altas esperanças,
Onde a brisa não existe,
E os cantos se apagam.
Lúcia Rocha
